MARIA- FORÇA E PODER

    Significado do nome Maria –De origem hebraica, Maria significa “senhora soberana”, “vidente” ou “a pura”. Por isso o tema MARIA FORÇA E PODER. Segundo o Dicionário de Nomes Próprios, é um nome de origem incerta, e provavelmente tenha vindo do hebraico Myriam, que significa "senhora soberana, VIDENTE".
    Maria, são todas as mulheres que lutam, que são versáteis e pragmáticas, adaptam-se facilmente à realidade e aos desafios e imprevistos com que se depara ao longo da vida.
    E, quem são essas Marias? Existem várias
    Marias não só no Brasil, mas no mundo inteiro.
    São mulheres que foram aclamadas em livros e histórias. Por isso a Junina Diva não traz todas as mulheres, mas sim aquelas que marcaram no Brasil. Não importando se nasceu ou não nas terras brasileiras. Mas, a importância da SUA LUTA COMO MULHER.
    
    MARIA- Significa MULHERES. Sim, são mulheres fortes.
   Mas quem foram aquelas odiadas e perseguidas? As feiticeiras, as lésbicas, as rebeldes, as anarquistas, as prostitutas, as loucas, as que lutaram.
   Podemos dizer que várias mulheres sofreram, desde muito tempo. Será que alguém viu esses sofrimentos, essas lutas? Você estava lá? Se não viu iremos tentar resumir e mostrar algumas mulheres marcantes da história.

    COMO COMEÇOU ESTUDO DA TEMÁTICA?

 A ideia partiu do marcador da Junina Diva, Leandro Sevalho, em 2019. Ele relatou sobre o documentário Vida de Maria e a música de Milton Nascimento- Maria, Maria. Ao explanar, começaram as pesquisas através do Diretor Artístico e pequisador Fhabyo Angelo. Onde através dos livros:

- PRIORE, Mary Del. História das Mulheres no Brasil. SP, 2004.

- CARVALHO, Luiz Maklouf. Editora Globo, 1998

Além das pesquisas via internet para entender e desenvolver o tema.

Em 2020 e 2021 houveram diversas alterações de como seria contada a história através da quadrilha Junina Diva. Em ressalva os ensaios ficaram parados por conta da pandemia/ corona vírus.

Em 2022, a Junina Diva então se prepara para o espetáculo, onde através do novo enredo de mulheres representantes marcaram suas épocas. MULHERES DO BRASIL.

Foi selecionado várias histórias de MARIAS (Mulheres do Brasil e do Mundo).

            QUEM FORAM AS MULHERES HOMENAGEADAS?

            MARIA LEOPOLDINA

Algo que poucas pessoas sabem é a importância de Maria Leopoldina na consolidação da independência do Brasil. Isso porque, até 1822, a influência da futura imperatriz do Brasil sobre seu marido era grande, e ela aconselhou o frequentemente, enquanto a relação Portugal-Brasil azedava, entre 1820 e 1822. Maria Leopoldina foi uma mulher forte, que merece essa homenagem por ser uma MARIA marcante.

 Representada por Ádria Eduarda- Noiva da Junina Diva.


RAIMUNDA PUTANI

Ela foi uma Índia do povo Yawnawá, Raimunda foi educada com sua irmã Kátia na cultura indígena e na dos brancos. As duas foram as primeiras mulheres da sua tribo a se oferecerem para o treinamento para se tornarem pajés. Elas sofreram, mas conseguiram vencer. Raimunda tinha então 27 anos, e teve que enfrentar a resistência de muitos membros da tribo, inclusive do seu próprio marido, o pajé Bira.

Foi Raimunda Putani que recebeu o reconhecimento do Senado Brasileiro ao ser distinguida com o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz.

Na foto Rayane Aguiar, representando Raimunda Putani.


ANITA GARIBALDI

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi foi uma revolucionária brasileira. Anita Garibaldi foi uma militar que participou de vários conflitos armados ao lado do marido italiano Giuseppe Garibaldi. Lutou ao lado dos rebeldes na Guerra dos Farrapos, enfrentou as tropas do ditador argentino Juan Manuel Rosas no Uruguai e lutou pela unificação italiana, expulsando os austríacos da região da Lombardia. Durante esse último, infelizmente ela adoeceu e faleceu.

Ela tinha apenas 27 anos, dos quais 10 foram vividos em batalhas.

Devido à participação em diversas guerras em dois continentes, ela ficou conhecida como “Heroína dos dois Mundos”. Anita Garibaldi é para nós uma heroína, uma mulher que enfrentou guerras, que não mediu forças lutando com homens.

        
Na foto sendo representada por Jamayra Assis.


            MARIA BONITA 

            Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa e, após sua morte, Maria Bonita. Ela foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Aos quinze anos, em um matrimônio arranjado pelas famílias, casou-se com seu primo, o sapateiro, Zé de Neném. O relacionamento era conturbado, e Maria sofria em um matrimônio infiel, com constantes agressões do marido alcólatra. Maria era espancada sempre que contestava as atitudes adúlteras do marido. Por vingança, passou a trair o marido com diversos homens. Em 1929, ainda casada, tornou-se a amante de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido também como o Lampião. Nesse mesmo ano, decidiu fugir com ele, para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, assim se tornando a mulher de Lampião, com quem viveria por nove anos. Entre o bando, Maria começou a ser chamada de Maria da Déa, ou Maria do Capitão, e assim a nova cangaceira aprendeu cada lei do bando.

Conhecida por sua beleza e personalidade forte, diferentemente de todas as outras mulheres do cangaço, Maria nunca foi abusada pelos cangaceiros, e tinha diversas regalias. Andava com vestidos de seda, luvas com estampas florais, sandálias e botas de cano curto. Também usava joias caras, broches, portava moedas de prata e enfeites de ouro decoravam seus cabelos. No pescoço e nos pulsos, usava o mesmo perfume francês que Lampião. Quando estava ao lado do marido nos campos de batalha, vestia botas de couro e roupas de algodão.

Representada por nossa Rainha Lorena Melo.



CHIQUINHA GONZAGA

Neta de escravos e forçada pelo pai a casar aos 16 anos, Francisca Edwiges Neves Gonzaga se revolta contra os maus-tratos do marido e o abandona. Em seguida, passa a compor obras no piano que aprendeu a tocar de forma autodidata e começa a chamar a atenção de muitos produtores da época.

Em 1884, estreou a opereta “A Corte na Roça”, sob sus regência, tornando-se a primeira maestrina brasileira. Compôs mais de 2 mil obras, dentre elas “O Corta-Jaca”, “Atraente”, “Lua Branca” e “Ó, Abre-Alas”. O dia do seu nascimento, 17 de outubro, foi declarado Dia Nacional da Música Popular Brasileira em 2012.

 Representada por Valentina.


      
         CARMEN MIRANDA
            
            Maria do Carmo Miranda da Cunha, conhecida como Carmen Miranda foi uma cantora, atriz e dançarina. Com fama internacional, Carmen Miranda era chamada de “A Pequena Notável” e "Brazilian Bombshell" (brasileira sexy ou atraente).

Portuguesa de nascimento e brasileira de criação, foi a primeira mulher a assinar contrato com uma rádio no Brasil. Com seu estilo único e talento para a música e atuação, conquistou outros países, fixou morada nos Estados Unidos e chegou a ser a mulher mais bem paga de Hollywood, além de ser a primeira sul-americana com uma estrela na Calçada da Fama.

Carmen, também é nossa Maria homenageada, por ser uma mulher que não se preocupou com o preconceito na sua maneira de vestir e fazer sua arte.

Larissa Fernanda representa nossa Carmen Miranda.


ROBERTA CLOSE

Roberta Gambine Moreira, conhecida como Roberta Close foi a primeira artista transexual do Brasil. Ela passou pela transição na Inglaterra, em 1989, e lutou pelo direito de mudar de nome legalmente. Ela deu visibilidade para a causa trans em uma época em que absolutamente ninguém falava sobre isso no país. Mesmo tendo condições e sendo modelo internacional, ela só conseguiu ser reconhecida como mulher pelo Brasil em 2005.

Como modelo desfilou para inúmeras grifes incluindo Thierry Mugler, Guy Laroche e Jean Paul Gaultier, além de estampar editoras da Vogue e Marie Claire, se tornando uma dos principais expoentes das passarelas brasileiras para o mundo na década de 1980. Foi a primeira modelo trans a posar nua para a edição brasileira da revista Playboy.

O sobrenome artístico "Close" veio em função da extinta revista Close, para a qual Roberta posou em 1981, projetando-a nacionalmente e vendendo mais de dez milhões de cópias.

Desde 1993, vive na Suiça, tendo abdicado à carreira artística em 2001.

Roberta é e sempre será uma mulher que lutou por seus direitos, ela entra para nosso ranque de MARIAS.

 Na foto Ariel Redman, representada Roberta Close.


MARIA DA PENHA

Maria da Penha Maia Fernandes. A mulher que muitos já ouviram o nome, mas nem todos sabem a história por trás. Maria da Penha escapou de duas tentativas de assassinato e lutou com unhas e dentes durante terríveis 20 anos para ver seu agressor e o Estado punidos. Graças à sua luta, hoje a Lei Maria da Penha vigora e protege, especialmente, mulheres que sofrerem qualquer tipo de abuso ou de violência, principalmente por parte de seus parceiros. Hoje, Maria coordena uma ONG que auxilia vítimas e trabalha no combate ao problema.

Esta mulher jamais poderia ser esquecida em nossa homenagem há tantas mulheres.

             

 É representada por Yanna Beatriz.




    A GRANDE MARIA
      

       Em todos os atos, falamos de mulheres que marcaram história. Mas, durante cada tempo de suas vidas, já existia uma. Uma mulher que olhava por cada uma delas. Uma mulher que nos inspira. E mais uma vez perguntamos:

“E, quem nos conta isso?

Aquela mulher que nunca foi vista. Aquela mulher Maria que muitos acreditam na sua força e no seu poder. Ela, MARIA, MÃE DE JESUS”.

        Maria foi uma mulher judia escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. Ela era virgem quando ficou grávida pela ação do Espírito Santo. Junto com seu marido José, Maria provavelmente teve um papel importante na educação de Jesus durante sua infância e, mais tarde, se tornou sua seguidora. Ela estava com os outros discípulos de Jesus quando o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste. Foi escolhida para ser a mãe do Salvador do mundo. Em Maria temos um grande exemplo de como o Deus perfeito e imortal pode habitar dentro de um ser humano pecador, transformando sua vida. Podemos aprender muito com a vida de Maria. 

        
 Representada por Deize Almeida. ( a mesma não pode participar devido estar doente na época).


A QUADRILHA JUNINA DIVA participou do 64º Festival Folclórico do Amazonas no dia 15 de junho de 2022, alcançando nota máxima, elevando-se a categoria Ouro.


Texto : Fhabyo Angelo.

Documento Registrado de pesquisa.
DRT/ 0199/ AM. Diretor Artístico Fhábyo Ângelo. 

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