MARIA- FORÇA E PODER
- PRIORE, Mary Del. História das Mulheres no Brasil. SP, 2004.
- CARVALHO, Luiz Maklouf. Editora Globo, 1998
Além das pesquisas via internet para entender e desenvolver o tema.
Em 2020 e 2021 houveram diversas alterações de como seria contada a história através da quadrilha Junina Diva. Em ressalva os ensaios ficaram parados por conta da pandemia/ corona vírus.
Em 2022, a Junina Diva então se prepara para o espetáculo, onde através do novo enredo de mulheres representantes marcaram suas épocas. MULHERES DO BRASIL.
Foi selecionado várias histórias de MARIAS (Mulheres do Brasil e do Mundo).
QUEM FORAM AS MULHERES HOMENAGEADAS?
MARIA LEOPOLDINA
Algo que poucas pessoas sabem é a importância de Maria Leopoldina na consolidação da independência do Brasil. Isso porque, até 1822, a influência da futura imperatriz do Brasil sobre seu marido era grande, e ela aconselhou o frequentemente, enquanto a relação Portugal-Brasil azedava, entre 1820 e 1822. Maria Leopoldina foi uma mulher forte, que merece essa homenagem por ser uma MARIA marcante.
RAIMUNDA PUTANI
Ela foi uma Índia do povo Yawnawá, Raimunda foi educada com sua irmã
Kátia na cultura indígena e na dos brancos. As duas foram as primeiras mulheres
da sua tribo a se oferecerem para o treinamento para se tornarem pajés. Elas
sofreram, mas conseguiram vencer. Raimunda tinha então 27 anos, e teve que
enfrentar a resistência de muitos membros da tribo, inclusive do seu próprio
marido, o pajé Bira.
Foi Raimunda Putani que recebeu o reconhecimento do Senado Brasileiro ao ser distinguida com o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz.
ANITA GARIBALDI
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como
Anita Garibaldi foi uma revolucionária brasileira. Anita Garibaldi foi uma militar que
participou de vários conflitos armados ao lado do marido italiano Giuseppe
Garibaldi. Lutou ao lado dos rebeldes na Guerra dos Farrapos, enfrentou as
tropas do ditador argentino Juan Manuel Rosas no Uruguai e lutou pela
unificação italiana, expulsando os austríacos da região da Lombardia. Durante
esse último, infelizmente ela adoeceu e faleceu.
Ela tinha apenas 27 anos, dos quais 10 foram
vividos em batalhas.
Devido à participação em diversas guerras em dois continentes, ela ficou conhecida como “Heroína dos dois Mundos”. Anita Garibaldi é para nós uma heroína, uma mulher que enfrentou guerras, que não mediu forças lutando com homens.
MARIA BONITA
Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa e, após sua morte, Maria Bonita. Ela foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Aos quinze anos, em um matrimônio arranjado pelas famílias, casou-se com seu primo, o sapateiro, Zé de Neném. O relacionamento era conturbado, e Maria sofria em um matrimônio infiel, com constantes agressões do marido alcólatra. Maria era espancada sempre que contestava as atitudes adúlteras do marido. Por vingança, passou a trair o marido com diversos homens. Em 1929, ainda casada, tornou-se a amante de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido também como o Lampião. Nesse mesmo ano, decidiu fugir com ele, para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, assim se tornando a mulher de Lampião, com quem viveria por nove anos. Entre o bando, Maria começou a ser chamada de Maria da Déa, ou Maria do Capitão, e assim a nova cangaceira aprendeu cada lei do bando.
Conhecida por sua beleza e personalidade forte,
diferentemente de todas as outras mulheres do cangaço, Maria nunca foi abusada
pelos cangaceiros, e tinha diversas regalias. Andava com vestidos de seda,
luvas com estampas florais, sandálias e botas de cano curto. Também usava joias
caras, broches, portava moedas de prata e enfeites de ouro decoravam seus
cabelos. No pescoço e nos pulsos, usava o mesmo perfume francês
que Lampião. Quando estava ao lado do marido nos campos de batalha, vestia
botas de couro e roupas de algodão.
Neta
de escravos e forçada pelo pai a casar aos 16 anos, Francisca Edwiges Neves
Gonzaga se revolta contra os maus-tratos do marido e o abandona. Em seguida, passa a
compor obras no piano que aprendeu a tocar de forma autodidata e começa a
chamar a atenção de muitos produtores da época.
Portuguesa de nascimento e brasileira de criação, foi a primeira mulher a assinar contrato com uma rádio no Brasil. Com seu estilo único e talento para a música e atuação, conquistou outros países, fixou morada nos Estados Unidos e chegou a ser a mulher mais bem paga de Hollywood, além de ser a primeira sul-americana com uma estrela na Calçada da Fama.
Carmen, também é nossa Maria homenageada, por ser uma mulher que não se preocupou com o preconceito na sua maneira de vestir e fazer sua arte.
Roberta Gambine Moreira, conhecida como Roberta
Close foi a primeira artista
transexual do Brasil. Ela passou pela transição na Inglaterra, em 1989, e lutou
pelo direito de mudar de nome legalmente. Ela deu visibilidade para a causa
trans em uma época em que absolutamente ninguém falava sobre isso no país. Mesmo
tendo condições e sendo modelo internacional, ela só conseguiu ser reconhecida
como mulher pelo Brasil em 2005.
Como modelo desfilou para inúmeras grifes incluindo Thierry Mugler, Guy Laroche e Jean Paul Gaultier, além
de estampar editoras da Vogue e Marie Claire, se
tornando uma dos principais expoentes das passarelas brasileiras para o mundo
na década de 1980. Foi a primeira modelo trans a
posar nua para
a edição brasileira da revista Playboy.
O sobrenome artístico "Close" veio em
função da extinta revista Close, para a qual Roberta posou em 1981,
projetando-a nacionalmente e vendendo mais de dez milhões de cópias.
Desde 1993, vive na Suiça,
tendo abdicado à carreira artística em 2001.
Roberta é e sempre será uma mulher que lutou
por seus direitos, ela entra para nosso ranque de MARIAS.
MARIA DA PENHA
Maria da Penha Maia Fernandes. A mulher que muitos já
ouviram o nome, mas nem todos sabem a história por trás. Maria da Penha escapou
de duas tentativas de assassinato e lutou com unhas e dentes durante terríveis 20
anos para ver seu agressor e o Estado punidos. Graças à sua luta, hoje a Lei
Maria da Penha vigora e protege, especialmente, mulheres que sofrerem qualquer
tipo de abuso ou de violência, principalmente por parte de seus parceiros.
Hoje, Maria coordena uma ONG que auxilia vítimas e trabalha no combate ao
problema.
Esta mulher jamais poderia ser esquecida em nossa homenagem há tantas mulheres.
“E, quem nos conta isso?
Aquela mulher que nunca foi vista. Aquela mulher Maria que muitos acreditam na sua força e no seu poder. Ela, MARIA, MÃE DE JESUS”.
Maria foi uma mulher judia escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. Ela era virgem quando ficou grávida pela ação do Espírito Santo. Junto com seu marido José, Maria provavelmente teve um papel importante na educação de Jesus durante sua infância e, mais tarde, se tornou sua seguidora. Ela estava com os outros discípulos de Jesus quando o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste. Foi escolhida para ser a mãe do Salvador do mundo. Em Maria temos um grande exemplo de como o Deus perfeito e imortal pode habitar dentro de um ser humano pecador, transformando sua vida. Podemos aprender muito com a vida de Maria.
A QUADRILHA JUNINA DIVA participou do 64º Festival Folclórico do Amazonas no dia 15 de junho de 2022, alcançando nota máxima, elevando-se a categoria Ouro.



.jpeg)



.jpeg)


Comentários
Postar um comentário